Jaqueline Xavier Caldas Dalbone, nasceu em Volta Redonda-RJ, filha de José Xavier Filho e Milva Caldas Xavier. Casou-se com Pedro Luiz Dalbone da Cunha, advogado, em 21 de julho de 1989 advindo dessa união o filho Lucas Caldas Dalbone, uma verdadeira benção de Deus! Há pouco mais de seis anos ganhou como nora a linda Emily Riberto Trepin Uchoa Dalbone.
É pedagoga formada há mais de 30 anos, com especialização em Gestão de Pessoas e em Administração, Supervisão e Orientação Educacional, trabalhando por 22 anos na Fundação CSN, 18 anos especificamente na Escola Técnica Pandiá Calógeras, exercendo a função de Supervisora Educacional e Diretora Substituta. Também é graduada em Direito, tendo concluído uma especialização em Direito Privado.
Se intitula Empreendedora Social, devido às missões assumidas na Casa da Amizade. No Rotary, atuou intensamente na gestão 2008-09 do Rotary Club de Volta Redonda, sob a presidência de seu marido, sendo a idealizadora do Projeto Criando Laços, que atendeu instituições voltadas ao cuidado de crianças, jovens e idosos. Possui as comendas Paul Harris, Paulo Viriato, Luiz Gonzaga de Souza Clímaco, Maria Cacilda de Souza Clímaco e agora da querida Coordenadora Distrital Eda Collo de Moura.
Exerceu a função de Diretora de Protocolo da Coordenadoria das Casas da Amizade por sucessivos anos, destacando a participação no ENA – Encontro Nacional da Amizade realizado em Campos do Jordão. Na gestão 2020-21 foi convidada a novamente desempenhar esta desafiadora função junto à Coordenadoria Distrital das Casas da Amizade – Distrito 4571. E assumiu novo desafio na gestão 2021-22 e 2022-23 da Coordenadoria Distrital como Orientadora de Setor.
Associada da Casa da Amizade de Volta Redonda desde maio de 2003, foi Diretora de Protocolo por diversas gestões e há quatro anos preside a Casa, pois foi reeleita para o biênio 2021-22 e meados de 2023, onde segue desenvolvendo diversos projetos assistenciais, estreitamento de laços com os Rotary Clubes da cidade, assim como em relação à juventude do Rotaract, Interact, demais instituições e poder público da cidade.
Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro.
Rubem Alves
Inicio esta mensagem agradecendo a Deus pela oportunidade de servir; aos meus pais por me indicarem o caminho do bem e me transformarem através de seu exemplo no que sou; ao Pedro, meu marido, companheiro de vida, meu grande amor, por estar sempre ao meu lado, me apoiando e incentivando com seu exemplo de honradez, respeito, amor, dedicação pela família e o amor ao próximo, que me indicou o caminho do voluntariado com suas ações na vida e no Rotary; ao meu filho Lucas, inteligente, cuidadoso, atencioso e dono de um coração generoso, que desde que nasceu é nosso incentivo para trilharmos cada vez mais o caminho do bem; a Emily que ao se casar com o Lucas e fazendo-o feliz, nossa filha se tornou e tem todo nosso carinho e cuidado.
Agradeço também aos familiares e aos amigos que adquirimos pela vida e que levam um pouco de nós e deixam um pouco de si.
Neste momento, onde recebemos a missão de em 2023-24 estarmos mais próximos, nos inspiramos em dois textos de Rubem Alves para deixar uma mensagem a todos. Nossas vidas se cruzaram sem marcarmos lugar nem hora e mesmo assim nossos caminhos se entrelaçaram na infinita possibilidade de fazermos o bem.
“Criar Laços” foi o início desta jornada e será o que nos guiará pelos caminhos que percorremos juntos. Por este motivo agradecemos a Deus pela oportunidade de partilharmos a coordenação deste Distrito com pessoas que possuem o mesmo sentimento.
Consigo imaginar os belíssimos trabalhos realizados pelas Casas da Amizade em prol dos mais necessitados. Buscaremos incentivar o desenvolvimento de mais projetos sociais. Buscaremos fortalecer a parceria com a Coordenadoria Nacional, a Governadoria Distrital de Rotary Internacional em ações e projetos de relevância para as comunidades assistidas.
Trago para nossa reflexão outro texto do livro “Ostra feliz não faz pérolas”, onde Rubem Alves faz uma analogia mencionando a formação das pérolas, que se dá porque um grão de areia a fere, e para se proteger, a ostra produz uma substância que cobre a areia a transformando em uma pérola. Assim consigo perceber nosso trabalho à frente das Casas da Amizade. Somos esta substância que transforma as dores e necessidades das pessoas em uma situação de mais conforto e transformação da vida.
“A ostra, para fazer uma pérola, precisa ter dentro de si um grão de areia que a faça sofrer. Sofrendo, a ostra diz para si mesma: ‘Preciso envolver essa areia pontuda que me machuca com uma esfera lisa que lhe tire as pontas…’ Ostras felizes não fazem pérolas… Pessoas felizes não sentem a necessidade de criar. O ato criador, seja na ciência ou na arte, surge sempre de uma dor. Não é preciso que seja uma dor doída. Por vezes a dor aparece como aquela coceira que tem o nome de curiosidade. Esse livro está cheio de areias pontudas que me machucaram. Para me livrar da dor, escrevi.’’
Se voltarmos na evolução da espécie – teoria da evolução de Darwin, vemos que ela comprova exatamente que a transformação, o desenvolvimento e a evolução se deram a partir dos mais fortes, dos resistentes, daqueles que melhor se adaptaram às intempéries da natureza. A garantia da sobrevivência da espécie é marcada pela capacidade de adaptação das espécies e a evolução ocorre a partir dos mais resistentes. Sofrimento faz parte da evolução.
Será que são justamente o medo e a angústia que nos fazem lutar pela felicidade? A certeza de que tudo é finito e que o sofrimento faz parte da vida, faz com que tenhamos algumas reações e escolhas como: aceitação, revolta ou resiliência. Se escolhermos a resiliência, esta será justamente a transformação do grão de areia em pérola.
Muitos são os caminhos que podem levar à transformação. Algumas pessoas recorrem a terapia, a religião, viagens, mudanças de hábitos, iniciar um curso novo, um novo esporte, hobby, ao voluntariado, mas todas desejam essa compensação afetiva, e principalmente a coragem para continuar a caminhada.
Vale a pena enfrentar o destino transformando o que se perdeu, acreditar e utilizar a dor como forma de transformação e superação. Inventar, criar o seu próprio destino, é exatamente o momento da liberdade que vem com a autonomia consciente do quanto podemos esperar e fazer pela vida. Mortais, frágeis, porém capazes de alterar o destino e transformar-se nas adversidades.
Nessa estrutura, podemos desenvolver a nós e aos outros, sendo alicerce nas adversidades. Com o nosso trabalho podemos impulsionar positivamente o caminhar daqueles que necessitam de nosso apoio para a tão almejada transformação, resiliência e efetiva mudança para uma vida melhor. Afinal, ostra feliz não faz pérola! A ostra é possessiva pela pérola. Mas é o artesão que faz ela se sentir uma jóia!
‘‘O bem servir transforma a vida de todos! O nosso trabalho pode com FÉ E CORAGEM criar esperança no mundo.’’ Jaqueline Xavier Caldas Dalbone – Gestão 2023-24
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